É impressionante como reparamos os mínimos detalhes, ao comprar
uma camisa, um sapato ou, mesmo, ao ver um jogo de futebol. Tem gente que fica
reparando até na barriga do Ronaldinho Gaúcho. Mas isto é o de menos.
Mais impressionante ainda é notar o quanto ainda temos de
pessoas que, ao votar no "futuro" de nosso País, Estado ou Município, não
reparam em quem estão votando. Outros, elegem como prioridade a "política" do
"quem dá mais", apostando (e perdendo) ao lado de seu pior inimigo. Sim, seu
pior inimigo é aquele que compra (ou sugere) seu voto. Compra sua consciência.
Descarta seu valor, enquanto ser social.
As oligarquias (ou famílias, dependendo do ponto de vista),
principalmente em âmbito municipal, perpertuam-se no poder, usando deste
artifício. Berço do nepotismo, sugam os recursos públicos em proveito próprio
para, após quatro anos de sucção, novamente, aplicar uma parte do que foi
digerido para comprar, novamente, a consciência dos insensatos.
Poderíamos fiscalizar os gastos de campanha, mas nós (eleitores)
não fazemos isso. Não nos importamos. No mundo onde reina o capital e a força da
ganância humana, prevalece a regra do "cada qual por si". Nem aí para
a "vida" dos outros. Se, pelo menos, tivéssemos o cuidado de saber de "onde"
e "quanto" realmente se está investindo numa campanha eleitoral,
provavelmente, poderíamos escolher melhor nossos "líderes". Poderíamos (não
estou aconselhando a ninguém, apenas fazendo algumas conjecturas) começar por
excluir os que compram (ou tentam comprar) nossas consciências: estes,
sem sombra de dúvidas, não merecem nosso voto. Igualmente, os que "montam"
uma estrutura poderosíssima (em termos econômicos) também não deveriam merecer
nosso voto (muito menos nossa confiança). Afinal, de onde vem este dinheiro? E,
seja lá de onde quer que seja, este dinheiro não vai retornar para sua
origem? Em caso afirmativo, de onde vão tirar este dinheiro para
repor? (...)
Infelizmente, os valores que se atribuem ao candidato, na
hora do voto (e na maioria da vezes), nem sempre priorizam o caráter, a honra
ou suas habilidades para administrar (ou legislar). Prioriza-se a "idade",
a "beleza" ou o "dinheiro" (dentre outras coisas que não condizem com o cargo
ao qual almejam estes (...)). Lembro que, nas Eleições presidenciais cujo
eleito foi o Fernando Collor de Melo, várias pessoas deixaram de votar no "Lula"
pois o Collor era mais "bonito"... Além disso... "não vou com a cara deste
barbudo".
"Assim caminha a humanidade"... Façamos uma corrente. Não venda
seu voto.
Escrito por Willam às 19h47
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Para reflexão:
"O homem nasceu livre, e em todos os lugares ele está acorrentado."
Jean Jacques Rousseau
Escrito por Willam às 18h34
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Tribunal de Justiça paulista considera legal venda de celulares bloqueados
SÃO PAULO - O Ministério Público do estado de São Paulo moveu ação civil pública contra as operadoras TIM, Claro e Vivo alegando que, ao comercializarem celulares bloqueados, estariam exercendo prática abusiva e ferindo o Código de Defesa do Consumidor. Entretanto, a Justiça do estado de São Paulo considerou a ação improcedente.
A sentença foi do Juiz da 21ª Vara Cível, Fausto José Martins Seabra. Segundo ele, tanto na Resolução nº 316/2002 da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) quanto na 477/2007, que posteriormente a revogou, há a previsão do período de permanência mínima do usuário com a operadora.
Além disso, o Juiz entendeu que a venda não viola os artigos do Código de Defesa do Consumidor, na medida que assegura a liberdade de escolha do usuário.
O Ministério Público recorreu da decisão e aguarda nova sentença.
Anatel
No início deste ano, a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) lançou novas regras para a telefonia celular. Dentre elas, está a que prevê fidelização, a qual consiste em desconto e promoções fornecidas ao consumidor pela operadora.
Um exemplo é o caso de aparelhos celulares com preço mais em conta ou gratuitos. Neste caso, o consumidor não poderá migrar para outra prestadora durante um período pré-acordado, de até 12 meses. Dessa forma, o desbloqueio poderá ser feito somente depois deste período. Se quiser desbloquear antes disso, o consumidor deve pagar o valor do aparelho.
Retirado do site www.infomoney.com.br
Escrito por Willam às 18h26
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CENSURADO
Escrito por Willam às 18h18
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O regime militar acabou. A ditadura da burguesia e dos grandes capitalistas contra a população, no entanto, permanece a mesma. Em alguns aspectos foi atenuada e recoberta com um verniz de democracia. Em outros, chega a ser igual ou até pior do que na época em que os generais estavam no poder.
Tortura, execuções sumárias, o famoso “esquadrão da morte”, milícias paramilitares; tudo isso ganhou forma e amplitude na ditadura militar. Desde então não desapareceu, e sim se aprofundou nos regimes chamados “democráticos”.
Recentemente, tem se destacado a censura a diversos órgãos de imprensa. Já a pesquisa de uma ONG britânica no ano passado revelou que o Brasil é o país recordista em perseguição à imprensa. Segundo a organização, considerando-se os cinco maiores grupos jornalísticos do país, há em média um processo para cada jornalista. Os jornalistas e órgãos de imprensa do interior e rincões do país são os que mais sofrem, sob o tacão das oligarquias locais, que dominam os governos e juízes locais.
Nas universidades, procura-se restringir cada vez mais a distribuição de panfletos e a atividade política dos estudantes em geral, chegando até mesmo a proibir festas estudantis e abrindo, todos os anos, centenas de processos administrativos contra os estudantes.
Em 2007 foram abundantes os processos que previam censura prévia, nos quais os juízes proibiam de antemão os órgãos de imprensa a divulgar determinadas notícias. Um dos mais escandalosos foi a proibição de que o jornalista Juca Kfouri publicasse matérias que “ofendessem” um deputado do PSDB, sob pena de multa de R$ 50 mil. Ou seja, proibindo o jornalista de emitir críticas ao deputado que é, ademais, uma figura pública que deve prestar contas à população que supostamente o elegeu.
Este ano, no entanto, promete ultrapassar até mesmo as expectativas mais negativas. No início do ano, João Pedro Stedile, considerado um dos líderes do MST, foi proibido pela Justiça de “incitar” movimentos e ocupações às instalações da Vale do Rio Doce, sob pena de multa, em ação movida pela empresa.
Recentemente, a censura tem atingido não apenas os rincões e os movimentos populares, conhecidos alvos para a repressão do governo, mas também as capitais e até mesmo a grande imprensa capitalista.
A Folha de S. Paulo e a revista Veja, por exemplo, foram multados por divulgar uma entrevista com os pré-candidatos à prefeitura de São Paulo e o Jornal da Tarde, ligado ao grupo de O Estado de S. Paulo, exibiu na sua edição de quarta-feira, 25 de junho, uma tarja de “censurado”.
O próprio Causa Operária Notícias Online já foi alvo de diversos processos de censura, inclusive de sindicalistas pelegos da Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios e da própria empresa de correios.
Os casos e a quantidade em que continuam a ocorrer são assustadores e revelam que a democracia no País não passa de uma fachada cada vez mais apagada para uma ditadura brutal contra a população brasileira.
Matéria publicada em 26/06/2008
Escrito por Willam às 18h13
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E você?

Escrito por Willam às 18h01
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Vamos tentando retornar ao blog...
Pois é: o trabalho não me tem deixado atualizar (como deveria) este espaço mas, na medida do possível, buscaremos retomar o "prumo" e voltar com as postagens. Acho que esta é a segunda vez (ou terceira) que digo isso, porém, após alguns "eventos" de ordem pessoal, creio que agora será possível voltar (efetivamente) com as atualizações.
Vamos ver!
Escrito por Willam às 17h57
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